Economia na obra

By solovix | Planejamento

mar 08

Da escolha do terreno à execução da obra, a construção deve ter planejamento e organização adequadas, de forma a otimizar os seus custos. Cada etapa requer cuidados específicos, como pode ser visualizado abaixo.

NA ESCOLHA DO TERRENO

– Escolha, de preferência, um terreno plano, pois isso representará muita economia com obras de terra, fundações e estruturas de concreto, além de reduzir a zero os custos com contenções de arrimo;

– A avaliação da resistência do solo também é muito importante. Para isso contrate uma empresa que realize sondagem. Caso o resultado apresente um solo de boa resistência superficial, e sendo uma casa de um pavimento a ser construída, será possível utilizar uma fundação tipo baldrame corrido, que consome menor armação e utiliza um concreto de custo menor;

– Não se precipite em fazer obras de terra como terraplanagens e cortes antes dos projetos de arquitetura e estrutural estarem prontos e sem a orientação de um engenheiro, pois você poderá perder dinheiro com serviços desnecessários. O arquiteto poderá tirar proveito da topografia e dos acidentes naturais do terreno fazendo um projeto adequado para ele, economizando com redução das obras de terra e também por aterro mal compactados, o que ocasionaria em futuras patologias na edificação.

NO PROJETO

– É de suma importância investir na contratação de um arquiteto ou um engenheiro civil, de forma a se ter um projeto bem elaborado. Os erros durante a execução que podem ocorrer pela ausência de projetos representam custo muitas vezes bastante elevados. Informe também a este profissional o quanto você pretende gastar com a construção;

– Converse com o seu arquiteto o mais francamente possível, fornecendo-lhe todos os detalhes da sua vida diária, seus hábitos e de seus familiares, de maneira que o projeto arquitetônico seja bem adaptado ao seu estilo de vida. Projetar cômodos especiais somente são viáveis economicamente se foram usados; de outra forma somente trarão encarecimento à construção;

– Revisar o projeto e esclarecer todas as dúvidas até o fim é um bom procedimento. É muito mais fácil e barato solucionar erros e pedir mudanças na fase do projeto do que demolir paredes durante a obra;

– Evite recortes no telhado pois isso representa elevação de custos de material e mão de obra;

– Procure concentrar banheiros e cozinha numa mesma área pois isso permite otimizar o uso da tubulação hidráulica necessária;

– Um projeto cheio de recortes encarece a estrutura, dificulta a execução dos serviços, requer mais material e representa mais área de revestimento e pintura

NO PLANEJAMENTO

– Planeje o início da obra, se possível, para o final do período das chuvas. Executar fundações e serviços externos em períodos chuvosos prejudica o andamento dos trabalhos, encarecendo a mão de obra.

– Depois que o projeto estiver completamente definido, é necessário um planejamento da obra. Elaborada em conjunto com o profissional responsável pela obra, uma planilha pode registrar o cronograma físico e financeiro da obra, evitando-se gastos com mão-de-obra e/ou materiais não necessários no momento;

– Fluxo de caixa deve ser controlado para não correr o risco de parar a obra por falta de dinheiro. Anotar na planilha todos os gastos e sempre guardar recibos e notas fiscais, pois eles serão úteis para declaração do Imposto de Renda e para enfrentar eventuais problemas legais;

– Mesmo que os materiais de acabamento ainda não tenham sido escolhidos, devem ser anotadas na planilha especificações dadas por quem fez o projeto, como tamanho, espessura, tonalidade, classe de abrasão e nível de absorção de água das cerâmicas, o mesmo valendo para outros itens, como madeira e carpete, poupando tempo na hora de pesquisar e comprar.

NA CONTRATAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA

– Os operários podem ser escolhidos por você ou pelo seu arquiteto ou engenheiro. Tendo mais de uma equipe confiável você deve pedir o orçamento de ambas para decidir. Em todo caso não se esqueça que a supervisão do engenheiro civil ou do arquiteto é indispensável para a qualidade da obra e para evitar aborrecimentos e custos;

– Determinar uma forma de pagamento baseada na produção, estabelecendo assim que o pagamento da mão-de-obra ficará condicionado ao cumprimento de determinadas etapas e prazos.

NA COMPRA DE MATERIAIS

– Fazer a pesquisa levando em conta os parâmetros estabelecidos pelo profissional que elaborou o projeto, tentando achar a melhor relação entre qualidade e preço (não esquecendo que, além do custo de construção, há também um de manutenção, ou seja, materiais de baixa qualidade só são economia a curto prazo, e em pouco tempo a obra começará a apresentar problemas);

NA ESTOCAGEM DE MATERIAIS

– Observar o prazo de validade de materiais, por exemplo: cimento. Não deve ser armazenada muita quantidade nem com muita antecedência (o cronograma ajuda essa programação);

– O material deve estar protegido da chuva, vento e outras intempéries. A madeira e o cimento, por exemplo, devem estar cobertos e protegidos de umidade, em local ventilado. Evite deixar materiais em caixas de papelão e em local inadequado.

NA EXECUÇÃO DA OBRA

– Exija organização no canteiro de obras. Desorganização, entulhos e materiais espalhados, são sinônimos de desperdícios, acidentes e custos.

– A execução da obra deve ser acompanhada diariamente pelo engenheiro ou arquiteto contratado para esse fim. Qualquer erro na execução dos serviços pode resultar em ter que demolir e construir novamente;

– O projeto deve ser seguido à risca. Qualquer alteração deverá ser comunicada ao engenheiro da obra, que verificará as implicações em outros elementos do projeto. Por exemplo, o deslocamento de um tubo pode ocasionar a sua passagem por uma viga, ocorrência não prevista no projeto estrutural.

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